quarta-feira, 5 de maio de 2010

Síndrome da Exteriorização Existencial

Nunca , em nenhum momento em minha vida (e olha que eu não gosto dessa colocações extremistas, hein...), encontrei uma explicação tão complexa mas clara, tão simples mas completa como a da Síndrome da Exteriorização Existencial, definida por Dr. Augusto Jorge Cury, em sua obra Inteligência Multifocal.
O interessante é eu venho pesquisando a muito tempo algo que me explique essa sensação de inconveniente interno com a minha vida que parece, aos olhos de todos "uma vida que ninguém pode reclamar"!
E é essa interferência externa sobre como devo ou não devo me sentir comigo mesma, que sempre me incomodou e me fez (faz) buscar respostas sobre o porquê deste inconveniente.
Segundo o autor, esta síndrome é originária da tendência natural que o homem, em toda a sua trajetória de vida, de seguir uma construção intelectual superficial, baseada no contexto de sua realidade sociocultural.
Sendo ele mais focado no que vem de fora, apresenta um conjunto de sintomas expresso pelo excesso de informação do mundo extrapsíquico contra seu mundo intrapsíquico. Esse desequilíbrio é facilmente visto, ainda segundo o autor, pela reduzida capacidade de se reclicar e se reorganizar, baixa eficiência em se tornar agente modificador da sua história, em trabalhar angústias existenciais, redução no desenvolvimento  do humanismo e da cidadania, grandes dificuldades de se colocar no lugar do "outro" , e perceber suas dores e necessidades psicossociais e de se doar socialmente sem contrapartida do retorno.
Como quem vive  esta síndrome (síndrome da exteriorização existencial) tem grandes dificuldades para expandir a arte de pensar , ele tem enormes  dificuldades para suportar críticas, admitir suas fragilidades, superar seus fracassos e frustrações e usá-los para solidificar os alicerces da sabedoria. Como não consegue expandir o desenvolvimento da inteligência, não consegue lidar com os invernos existenciais. Consequentemente vive a pior de todas as solidões: a solidão  de ter abandonado a si mesmo em sua trajetória existencial. E quem está sozinho, caminho sem a própria companhia, não pode achar que consegue carregar o mundo nas costas, não é?
Quero levantar a questão abordada pela reportagem da Revista Época " Como se livrar da CULPA", de João Lopes.
 Penso que é o exemplo do que essa síndrome está fazendo com as nossas vidas.
Continua depois...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui seu comentário!
Fico já agradecida.
Abraços
Ana Brito