quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Você sabe boiar??



Expressões como “chover no molhado” ou "remar barco a vela com vento a favor" (essa última de minha autoria), faz muito sentido para um grupo de pessoas que não se importam com o movimento que fazem, pois o importante não é o objetivo e sim o movimento.
Esforços sem sentido, energia gasta sem dó, não leva a nada. Mas infelizmente estamos num mundo em que a geração de energia é mais importante do que o resultado.
Existem experiências que nos chegam com o objetivo de nos ensinar a boiar, ou seja, ficar esperando, sereno a tempestade passar, pois não há movimento que possamos fazer para resolver a questão.
No decorrer de nossas vidas, somos apresentados a situações como essas em que a sapiência é medida pela capacidade de se “serenar”, pois qualquer movimento seria em vão ou prejudicial.
Lembro-me bem de uma história verídica, vivenciada por uma pessoa próxima, que exemplifica bem o que quero dizer. Vamos lá.
“Era um final de tarde de verão numa praia da região dos lagos onde amigos se divertiam ouvindo música alta num quiosque. Lana (nome fictício) entrou na água para se refrescar e Fernando (nome também fictício) entrou com ela brincando de jogar água. Na tentativa de se esquivar, Lana acabou entrando numa corrente marítima que  a fez afundar. Ao retornar, avisou ao Fernando que não se aproximasse pois ali estava bem fundo, mas Fernando não acreditou e também afundou. A partir dali decisões rápidas foram tomadas: “Fernando – Lana falou – vá pedir socorro!” Mas Fernando não entendeu que não havia nada que ele poderia fazer além de atender ao pedido de Lana, pois senão ambos se sacrificariam. Fernando tentou resgatar Lana, enquanto a correnteza os levava para mais longe, sem sucesso. Ao perceber que nada poderia fazer, Fernando saiu nadando e gritando por socorro, enquanto Lana começou a raciocinar tentando se manter acima da água fazendo o nado de cachorrinho: “ Será que virá alguém me socorrer? Quanto tempo terei que esperar? Tenho que mandar energia para meus membros para que eles não se esgotem... quanto tempo esperarei??
Naquele momento  Lana nada  poderia fazer,  a não ser esperar! Esperar por um socorro que poderia demorar horas... Esperar que seus membros não se cansassem de tanto esforço... esperar... esperar... Se debater não a levaria a lugar algum a não ser ao fundo.
Muitos pensamentos passaram por sua cabeça. Mas não tinha o que fazer... E na imensidão daquele mar, ela esperou. A ajuda veio e ambos saíram ilesos do ocorrido.
A ajuda sempre vem.
Em situações em que não há nada a fazer, boiar é o melhor que podemos fazer enquanto esperando a ajuda que sempre vem.

Um abraço
Ana Brito

terça-feira, 20 de setembro de 2011

FÊNIX OU JÓ?



O que fazer quando o mundo parece que desaba em sua cabeça? Como agir quando entre um problema e outro mal conseguimos respirar?

Às vezes passamos por momentos assim: problemas aparentemente sem fim, preocupações que nos tiram o sono, sentimento de angústia e dor no estômago constantes. Sensação que não vai acabar nunca...

Tenho percebido que esses momentos torturantes que ocorrem em nossas vidas obedecem a uma dinâmica de aprendizado necessário para o indivíduo.
Esse aprendizado muitas vezes já foi oferecido e não pode ser percebido, e como é uma necessidade a ser suprida, volta em formato de novas experiências para que seja concluso (o aprendizado).
Outras vezes, ao contrário de ser repetição de lições não aprendidas, são oportunidades para o autodesenvolvimento, nos aspectos que tange a alma, como serenidade, fé, graça.

"Quando tudo parece irremediavelmente perdido, ainda resta a certeza de poder contar com Aquele que tudo pode".

O crescimento se dará, nessas ocasiões, com o entendimento de que a ajuda só pode vir de dentro da própria pessoa. Só sua interiorização e reflexão com o Seu Sagrado é que lhe propiciará o vislumbre  de uma saída... a luz no final do túnel. E então, como o giro da roda que não pára nunca, mesmo parecendo que sim, se dará o renascer de um novo ser: LINDO, VIBRANTE, SERENO E CHEIO DE GRAÇA.
Um abraço amigos.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O QUE QUEREMOS?

Conversando com uma amiga: final de expediente, arrumando as coisas para sair,... de repente ela fala de sua falta de perspectivas, da sua falta de motivação e a sua condição de não sair do lugar. 
Perguntei a ela como ela vislumbrava sua vida. Simplesmente deu de ombros e disse: "Eu sempre mudo meus planos por causa dos outros! Sempre acontece algo que eu preciso priorizar..." 
Fiquei pensando naquilo... Como é triste não sabermos o que queremos!
Vivemos num corre-corre diário atendendo a tudo e a todos: ao filho pequeno, ao marido, ao chefe, ao sócio, ao cliente, ao namorado, às contas,... não sobrando espaço para nós mesmos. Ligamos o piloto automático e lá se vai mais um dia. Dia frustrante. Dia sem sentido.
Nossos desejos acabam sucumbidos pelas exigências básicas do dia-a-dia.  Mas elas são tantas!... Não acabam! E ficamos esperando uma brecha para fazer aquele curso que queremos mas que o único benefício é o prazer em fazê-lo. Esperamos uma brecha para curtir aquela peça, aquele livro, aquele tempo de pernas pro ar... tempo para pensar em nada. E o tempo passa e fica aquela célebre "amanhã eu faço."
Penso que passamos muito tempo tentando atender as nossas "commodities" e tentando realizar nossos sonhos da mesma forma que cumprimos nossas obrigações. Mas não funciona assim. Obrigação é obrigação. Sonho é sonho. Meta é meta!
Podemos ter nossos sonhos gigantescos, começando com pequenos passos. É a meta que nos conduz a realizações dos nossos sonhos. Não importa de onde partamos. Temos que ter apenas real noção de onde queremos chegar.
Para sabermos qual caminho seguir, sem nos desviarmos por atalhos sedutores (solicitações alheias aos nossos interesses), precisamos perceber onde estamos e definirmos onde queremos estar. Assim fica mais fácil traçar o caminho.
Tudo o que temos ou somos hoje é resultado de uma ação passada. Não está satisfeito? Volte alguns passos ou refaça o caminho todo, mas modifique a sua forma de fazer e o resultado se modificará!
Pensamentos conduzem a sentimentos. Sentimentos conduzem a ações. Ações conduzem a resultados.
Querida amiga. Pense! Sinta! Aja! e terá e será o que quiser. 
Você pode ser e ter o que quiser! Pense nisso.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Questões Relevantes

Oi pessoal!
Trouxe uma mensagem que tirei de algum lugar. Apesar de não informar a autoria, devo deixar bem claro que não é minha! Assim que eu descobri de onde retirei, edito a postagem, mas não quero esperar mais, pois acho que muito relavante na seqüência de assutos abordados. Um abraço.
***

" Quando nos sentimos frustrados, reconhecer esse sentimento é o melhor que podemos fazer como primeiro passo para uma visão de responsabilidades.

Quando paramos de lutar contra a frustrações a reconhecemos e a tomamos como fio condutor, ela permite chegar ao que verdadeiramente somos.

A cada vez que nos sentimos vazios, frustados é uma maneira que a natureza essencial tem de se comunicar conosco. A ponte da dor não provém de não ser o que pensamos que temos que ser, mas de não querer ser o que realmente somos."

Sentimentos de Mulher!

Fiquei muito satisfeita ao abrir a Revista Época desta semana (19/10) e me deparar com uma reportagem que dizia muito do que eu venho pensando ultimamente. Devo dizer que esta satisfação é mais pela percepção de não estar sozinha do que pela reportagem em si.
A reportagem entitulada "Por que elas são tão tristes?" descreve a crescente insatisfação da mulher, representada, conforme artigo, pelo paradoxo de que objetivamente a vida das mulheres está melhor do que nunca, enquanto que subjetivamente nunca esteve tão ruim. Apesar de vários aspectos indicarem ser a causa ou causas, as pesquisas não são conclusivas em afirmar quais.
Uma das razões que de primeira imaginamos é a dupla jornada e o excesso de responsabilidades dentro e fora casa, mas segundo pesquisa "entre 1975 a 2008, o número de horas dedicadas ao trabalho doméstico feminino caiu de 21 para 17 horas por semana, enquanto a participação masculina cresceu de 6 horas para 13 horas semanais. A mesma tendência se revela nas horas que pais e mães passam com as crianças."
A reportagem ainda ressaltam que se a divisão ainda não é perfeita, ela vem melhorando enquanto que a insatisfação feminina aumenta. Parece que não tem haver com quantidade de horas de trabalho. Mas o que será então?

Particularmente, como Terapeuta Floral, acho que o motivo dessa insatisfação feminina na qual me incluo, sem querer ser simplista, é devido a inversão de papéis, masculino-feminino, feminino-masculino que hoje em nossa sociedade é imposta por todos os lados.
Constituída de características que nos fazem serem ótimas no cuidado ao outro, no zelo e na atenção, somos, por conta de imposições externas, renegar o natural para adequarmos ao que tem que ser feito. Penso, sinceramente, que essa insatisfação é decorrente da sensação "subjetiva"do dever não cumprido, no que diz respeito às questões naturalmente femininas, contra a sensação "objetiva" de dever cumprido no que diz respeito às questões naturalmente masculinas de guarda, sustento e proteção que hoje, mesmo sem ter constituição fisiológica, psicológica e genética, temos que realizar.
Penso que não são a quantidade de horas a mais ou menos que nos dedicamos às atividades domésticas que nos entristecem. Nem é quantidade a menos de dias que ficamos com nossos filhos - teoricamente para cuidar de nós mesmas - que nos faz sermos mais felizes. Pelo contrário. Considerando as características femininas, a tristeza vem por que hoje não "podemos" sermos nós mesmas:
Se estamos em casa, curtindo às atividades domésticas com prazer, estamos sendo cobradas, a maioria das vezes por nós mesmas, por não estarmos lendo àquela reportagem importante para o trabalho; Se temos tempo para cuidar da nossa beleza, por que nosso filho não está conosco, na maioria das vezes não temos para quem se embelezar, pois mesmo estando acompanhadas, nossos pares também estão preocupados com seus aspectos femininos e aí passam a serem concorrentes de elogios e atenção que antes eram só destinados a nós, mulheres. E quando ainda, nos dispomos a sair, conhecer pessoas novas... aí meu Deus! Aí é que o negócio fica pior: uma sensação de mercadoria exposta esperando ser escolhida para ser levada para casa...
Como Terapeuta Floral e usuária, digo que temos recursos para aliviar essas insatisfações e conseguir nos conectar com nossa essência feminina protegendo-nos das pressões externas que invalidam nosso "eu íntimo". 
Como mulher, a segurança de ter um homem que nos coloque do lado de dentro da calçada e nos presenteie sinceramente com um buquê de rosas em sinal de valorização, reconhecimento e atenção, ajuda bastante, por que somos Mulheres!

domingo, 9 de maio de 2010

Nada melhor que um filho...

Sabe gente, tem coisas que passamos a vida toda imaginando que são consequências. Consequências são coisas originárias de outras.

Vou dar um exemplo. Achamos que ao conseguirmos algo que queremos, seremos gratos. Mas o que ocorre é que sendo gratos com as coisas que já temos somos agraciados e consequentemente recebemos o que queremos.

Geralmente pessoas que são sempre gratas têm mais do que as que reclamam da vida. O universo não gosta de atitudes mesquinhas.

Na correria do dia a dia, acabamos concordando com muita coisa que são jogadas para nós e sem tempo para uma crítica se são válidas ou não.

***

Um dos conceitos que a bem pouco tempo refiz, foi o de ser mãe. Sempre soube e acredito que minha mãe ache isso até hoje, que decidimos ser mãe, aí resolvemos engravidar e temos filho.

Nada disso! Nossos filhos vem a nós e aí nos transformamos em mãe. Nós geramos nossos filhos e eles nos criam. Nos criam quando choram e temos que entender com as entranhas o que eles querem. Nos criam quando falam sorriem de uma felicidade interna ainda muito bebê para saber que existem muitas tristezas na vida. Nos criam quando ao levarmos para tomar a primeira injeção, mesmo inflingindo dor a eles continuam a confiar que mamâe ama que aquilo é para seu bem.

E continua a saga da criação, quando falam mamã pela primeira vez e vendo-nos chorando de emoção nos chamam de boba como se aquilo fosse a coisa mais banal do mundo.

E continuam a sua obra de perfeição quando exigem que falemos a verdade, que mostremos nossas emoções e nos pedem que sejamos honestos com a gente mesmo, pois não tem como uma mãe ensinar esses conceitos de forma verdadeira sem viver dessa forma. Não tem como você ensinar o seu filho a comer legumes se você mesmo não os come, não é mesmo?

É uma missão dolorosa e por mais que queiramos não continuar, não há volta. O trabalho iniciado por nossos filhos tão perfeito que se pararmos no meio, paramos no vazio e perdemos a existência. Por isso não dá para parar. É um caminho sem volta. A criação tem que ser concluída!

Acredito que os seres que escolhem nascer do sexo feminino sabem que a metamorfose começa quando parimos. Vivemos um vida de lagarta por muito tempo, mas o esplendor do sentir-se plena, me desculpe as que não são mães. É inexplicável!

Concluo essa conversa dizendo que o dia das mães ´não é um dia para homenagear o quanto somos maravilhosas por criar filhos, não, não é. Definitivamente!

O dia das mães é um dia para que as mulheres possam se lembrar do dia em que um ser se dispôs a criá-las: nossos filhos.

NADA MELHOR QUE UM FILHO PARA CRIAR UMA MÃE!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Síndrome da Exteriorização Existencial

Nunca , em nenhum momento em minha vida (e olha que eu não gosto dessa colocações extremistas, hein...), encontrei uma explicação tão complexa mas clara, tão simples mas completa como a da Síndrome da Exteriorização Existencial, definida por Dr. Augusto Jorge Cury, em sua obra Inteligência Multifocal.
O interessante é eu venho pesquisando a muito tempo algo que me explique essa sensação de inconveniente interno com a minha vida que parece, aos olhos de todos "uma vida que ninguém pode reclamar"!
E é essa interferência externa sobre como devo ou não devo me sentir comigo mesma, que sempre me incomodou e me fez (faz) buscar respostas sobre o porquê deste inconveniente.
Segundo o autor, esta síndrome é originária da tendência natural que o homem, em toda a sua trajetória de vida, de seguir uma construção intelectual superficial, baseada no contexto de sua realidade sociocultural.
Sendo ele mais focado no que vem de fora, apresenta um conjunto de sintomas expresso pelo excesso de informação do mundo extrapsíquico contra seu mundo intrapsíquico. Esse desequilíbrio é facilmente visto, ainda segundo o autor, pela reduzida capacidade de se reclicar e se reorganizar, baixa eficiência em se tornar agente modificador da sua história, em trabalhar angústias existenciais, redução no desenvolvimento  do humanismo e da cidadania, grandes dificuldades de se colocar no lugar do "outro" , e perceber suas dores e necessidades psicossociais e de se doar socialmente sem contrapartida do retorno.
Como quem vive  esta síndrome (síndrome da exteriorização existencial) tem grandes dificuldades para expandir a arte de pensar , ele tem enormes  dificuldades para suportar críticas, admitir suas fragilidades, superar seus fracassos e frustrações e usá-los para solidificar os alicerces da sabedoria. Como não consegue expandir o desenvolvimento da inteligência, não consegue lidar com os invernos existenciais. Consequentemente vive a pior de todas as solidões: a solidão  de ter abandonado a si mesmo em sua trajetória existencial. E quem está sozinho, caminho sem a própria companhia, não pode achar que consegue carregar o mundo nas costas, não é?
Quero levantar a questão abordada pela reportagem da Revista Época " Como se livrar da CULPA", de João Lopes.
 Penso que é o exemplo do que essa síndrome está fazendo com as nossas vidas.
Continua depois...