sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Sentimentos de Mulher!

Fiquei muito satisfeita ao abrir a Revista Época desta semana (19/10) e me deparar com uma reportagem que dizia muito do que eu venho pensando ultimamente. Devo dizer que esta satisfação é mais pela percepção de não estar sozinha do que pela reportagem em si.
A reportagem entitulada "Por que elas são tão tristes?" descreve a crescente insatisfação da mulher, representada, conforme artigo, pelo paradoxo de que objetivamente a vida das mulheres está melhor do que nunca, enquanto que subjetivamente nunca esteve tão ruim. Apesar de vários aspectos indicarem ser a causa ou causas, as pesquisas não são conclusivas em afirmar quais.
Uma das razões que de primeira imaginamos é a dupla jornada e o excesso de responsabilidades dentro e fora casa, mas segundo pesquisa "entre 1975 a 2008, o número de horas dedicadas ao trabalho doméstico feminino caiu de 21 para 17 horas por semana, enquanto a participação masculina cresceu de 6 horas para 13 horas semanais. A mesma tendência se revela nas horas que pais e mães passam com as crianças."
A reportagem ainda ressaltam que se a divisão ainda não é perfeita, ela vem melhorando enquanto que a insatisfação feminina aumenta. Parece que não tem haver com quantidade de horas de trabalho. Mas o que será então?

Particularmente, como Terapeuta Floral, acho que o motivo dessa insatisfação feminina na qual me incluo, sem querer ser simplista, é devido a inversão de papéis, masculino-feminino, feminino-masculino que hoje em nossa sociedade é imposta por todos os lados.
Constituída de características que nos fazem serem ótimas no cuidado ao outro, no zelo e na atenção, somos, por conta de imposições externas, renegar o natural para adequarmos ao que tem que ser feito. Penso, sinceramente, que essa insatisfação é decorrente da sensação "subjetiva"do dever não cumprido, no que diz respeito às questões naturalmente femininas, contra a sensação "objetiva" de dever cumprido no que diz respeito às questões naturalmente masculinas de guarda, sustento e proteção que hoje, mesmo sem ter constituição fisiológica, psicológica e genética, temos que realizar.
Penso que não são a quantidade de horas a mais ou menos que nos dedicamos às atividades domésticas que nos entristecem. Nem é quantidade a menos de dias que ficamos com nossos filhos - teoricamente para cuidar de nós mesmas - que nos faz sermos mais felizes. Pelo contrário. Considerando as características femininas, a tristeza vem por que hoje não "podemos" sermos nós mesmas:
Se estamos em casa, curtindo às atividades domésticas com prazer, estamos sendo cobradas, a maioria das vezes por nós mesmas, por não estarmos lendo àquela reportagem importante para o trabalho; Se temos tempo para cuidar da nossa beleza, por que nosso filho não está conosco, na maioria das vezes não temos para quem se embelezar, pois mesmo estando acompanhadas, nossos pares também estão preocupados com seus aspectos femininos e aí passam a serem concorrentes de elogios e atenção que antes eram só destinados a nós, mulheres. E quando ainda, nos dispomos a sair, conhecer pessoas novas... aí meu Deus! Aí é que o negócio fica pior: uma sensação de mercadoria exposta esperando ser escolhida para ser levada para casa...
Como Terapeuta Floral e usuária, digo que temos recursos para aliviar essas insatisfações e conseguir nos conectar com nossa essência feminina protegendo-nos das pressões externas que invalidam nosso "eu íntimo". 
Como mulher, a segurança de ter um homem que nos coloque do lado de dentro da calçada e nos presenteie sinceramente com um buquê de rosas em sinal de valorização, reconhecimento e atenção, ajuda bastante, por que somos Mulheres!

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Fico já agradecida.
Abraços
Ana Brito