Expressões como “chover no molhado” ou "remar barco a vela com vento a favor" (essa última de minha autoria), faz muito sentido para um grupo de pessoas que não se importam com o movimento que fazem, pois o importante não é o objetivo e sim o movimento.
Esforços sem sentido, energia gasta sem dó, não leva a nada. Mas infelizmente estamos num mundo em que a geração de energia é mais importante do que o resultado.
Existem experiências que nos chegam com o objetivo de nos ensinar a boiar, ou seja, ficar esperando, sereno a tempestade passar, pois não há movimento que possamos fazer para resolver a questão.
No decorrer de nossas vidas, somos apresentados a situações como essas em que a sapiência é medida pela capacidade de se “serenar”, pois qualquer movimento seria em vão ou prejudicial.
Lembro-me bem de uma história verídica, vivenciada por uma pessoa próxima, que exemplifica bem o que quero dizer. Vamos lá.
“Era um final de tarde de verão numa praia da região dos lagos onde amigos se divertiam ouvindo música alta num quiosque. Lana (nome fictício) entrou na água para se refrescar e Fernando (nome também fictício) entrou com ela brincando de jogar água. Na tentativa de se esquivar, Lana acabou entrando numa corrente marítima que a fez afundar. Ao retornar, avisou ao Fernando que não se aproximasse pois ali estava bem fundo, mas Fernando não acreditou e também afundou. A partir dali decisões rápidas foram tomadas: “Fernando – Lana falou – vá pedir socorro!” Mas Fernando não entendeu que não havia nada que ele poderia fazer além de atender ao pedido de Lana, pois senão ambos se sacrificariam. Fernando tentou resgatar Lana, enquanto a correnteza os levava para mais longe, sem sucesso. Ao perceber que nada poderia fazer, Fernando saiu nadando e gritando por socorro, enquanto Lana começou a raciocinar tentando se manter acima da água fazendo o nado de cachorrinho: “ Será que virá alguém me socorrer? Quanto tempo terei que esperar? Tenho que mandar energia para meus membros para que eles não se esgotem... quanto tempo esperarei??
Naquele momento Lana nada poderia fazer, a não ser esperar! Esperar por um socorro que poderia demorar horas... Esperar que seus membros não se cansassem de tanto esforço... esperar... esperar... Se debater não a levaria a lugar algum a não ser ao fundo.
Muitos pensamentos passaram por sua cabeça. Mas não tinha o que fazer... E na imensidão daquele mar, ela esperou. A ajuda veio e ambos saíram ilesos do ocorrido.
A ajuda sempre vem.
Em situações em que não há nada a fazer, boiar é o melhor que podemos fazer enquanto esperando a ajuda que sempre vem.
Um abraço
Ana Brito

Sempre Deus mandará anjos ao nosso encontro para nos socorrer!
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